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Qual Horário de Rega Ideal Para Sistema de Irrigação?
Neste artigo, direcionado exclusivamente para quem possui irrigação de jardim / paisagismo, vamos tratar de assunto importante, mas que muitas pessoas desconhecem: o horário ideal de rega para o sistema de irrigação automático.
Antes de mais nada é preciso entender que a programação do controlador ou temporizador – aparelho que faz a automação e no qual são definidos os horários, dias e tempos de rega – deve ser dinâmica. Ou seja, sempre devemos acompanhar a programação e revê-la, pelo menos uma vez ao mês, para adaptá-la de acordo com as mudanças climáticas, períodos de chuva ou estiagem etc.
Posto isso, vamos diretamente ao tema desta matéria: o horário das regas. O mais interessante, visando o estímulo da fotossíntese e consequente otimização da absorção de nutriente pelos vegetais, é que a rega ocorra no início do dia e/ou fim de tarde, especialmente ao amanhecer.
Nos casos dos setores em que há programação para somente uma por dia de irrigação, a preferência deve ser pelo período da manhã, ficando o horário do fim de tarde (entre 17h – 19h) como uma alternativa para uma segunda rega do dia.
Confira a seguir as principais vantagens e entenda o porquê pela opção da rega logo no início do dia:
- Absorção logo no início do dia, permitindo a água drenar e escoar para raiz das plantas / gramado antes que haja maior exposição ao período de sol forte;
- Como o metabolismo desses seres vivos trabalha de forma diretamente proporcional a luminosidade que recebem, portanto maior será sua atividade quanto maior a radiação solar, a irrigação logo cedo permitirá melhor rendimento ao proporcionar as condições necessárias ao estímulo da fotossíntese;
- Para aqueles que possuem setores de aspersão em algumas estações ou em todo o sistema de irrigação, o horário de start no início do dia fica mais prático uma vez que praticamente não há trânsito de prestadores ou até mesmo dos proprietários pelo jardim, evitando risco do jato de água dos aspersores spray ou rotores atingir as pessoas ou deixar passagens em alvenaria molhadas / úmidas.

Porque Evitar Horários com Sol Mais Intenso?
Pelas recomendações fica claro que os períodos de sol muito forte devem ser evitados, principalmente por dois motivos:
- Temperaturas mais altas fazem com que a água evapore rapidamente, antes mesmo que a chegue com abundância na raiz e o organismo possa suprir toda sua demanda hídrica;
- O sol a pino pode queimar as folhas das plantas. Isso acontece porque a gotícula pode causar uma espécie de lupa.
Outros Pontos Importantes a Se Considerar
Conforme explicado no início do artigo, a programação deve ser revista frequentemente a fim de ser sempre ajustada para melhor atender a demanda de água das plantas.
Vale mencionar aqui que se deve atentar não apenas aos horários e acionamento da irrigação, mas também ao tempo de duração das regas. Assim como um tempo reduzido refletirá no vigor das plantas, o excesso de água (duração muito longa) pode dificultar a oxigenação e contribuir para o aparecimento de fungos e doenças. Nos setores de que utilizam o método por gotejamento, além da própria aparência das plantas, uma boa prática para verificar se o tempo de irrigação está adequado é colocar os dedos na terra (afundar até cerca de 10 cm) para verificar se está muito seca ou encharcada para então decidir alterar ou não a duração da rega..
Por fim vale destacar que, como normalmente os sistemas de irrigação residenciais são dimensionados em 2 ou mais setores, cada um deve ter programação com dias, horas de início e tempos de rega independentes. Mesmo assim, a irrigação pode respeitar o mesmo horário de início diário independente do setor, de forma que o controlador faz com que as válvulas sejam acionadas em sequência (válvula 1, válvula 2, 3 e assim sucessivamente).
Atlas Irrigação, o Mapeamento de Áreas Irrigadas no Brasil
A ANA – Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico – atualizou o Atlas Irrigação, um programa cujo objetivo é trazer um mapeamento das áreas irrigadas do Brasil.
Planejado em 2017 e lançado em 2018, o documento teve agora em 2021 a publicação de sua segunda edição e traz uma retrospectiva, um panorama atual e uma visão de futuro sobre a irrigação nacional, com foco no levantamento das áreas e produções agrícolas com irrigação, além do potencial de expansão.
Como o acervo levantado pela ANA é bem denso e oferece muita informação, fizemos uma síntese de todo o conteúdo e apresentamos cada frente do Atlas Irrigação: site oficial; Portal Snir (ambiente virtual) e documento em PDF.
Site Oficial Atlas Irrigação
No site oficial as informações sobre o atlas estão dispostas em seções que separam de forma clara a apresentação do programa e também dados técnicos sobre irrigação:
- Apresentação;
- O que é Irrigação?
- Áreas Irrigadas;
- Potencial de Expansão;
- Uso da Água;
- Polos de Irrigação:
- Downloads e Links.
Dentro destes tópicos há esclarecimentos bem didáticos que tornam fácil a compreensão da definição e importância da irrigação sistematizada e dos métodos mais utilizados (conforme descrito a seguir), reforçando sempre que o a escolha do sistema ideal para cada cultivo depende de uma série de fatores (terreno, clima, cultura etc.) e que por isso o projeto e o estudo prévio são fundamentais.

Irrigação por Superfície – neste método a água é disposta na superfície do solo e seu nível é controlado para aproveitamento das plantas. Ex.: sistema de irrigação por inundação ou sulcos;
Irrigação Subterrânea ou Subsuperficial – aqui a água é aplicada abaixo da superfície do solo, formando ou controlando o lençol freático na região em que pode ser aproveitada pelas raízes das plantas. Ex.: sistema por gotejamento subterrâneo (gotejamento enterrado);
Irrigação por Aspersão – o mais utilizado Brasil a fora, neste método a água é aplicada sob pressão acima do solo, por meio de aspersores ou orifícios, na forma de uma chuva artificial. Ex.: sistema de pivô central e sistema de carretel enrolador;
Irrigação Localizada ou Micro irrigação – consiste na aplicação em uma área bastante limitada, utilizando pequenos volumes de água, sob pressão, com alta frequência. Ex.: sistema de micro aspersão e sistema de gotejamento superficial.
Quanto aos tópicos de mapeamento das áreas irrigadas atualmente e potencial de crescimento, o acervo de informações do site usa da história do desenvolvimento da irrigação no Brasil, desde suas origens entre o fim do século XIX e o início do século XX, até os dias atuais, para explicar como a expansão acompanhou o crescimento da agricultura e fronteiras agrícolas.
Ainda nestes tópicos, o Atlas utiliza-se do recurso de um mapa municipal que destaca as 6 tipologias predominantes de áreas irrigadas nos municípios: arroz, café, cana irrigada, cana fertirrigada, culturas anuais em pivôs centrais, e outas culturas e sistemas.
É aqui também que temos um dos dados mais interessantes, a área total irrigada em todo território nacional. No total, são 8,2 milhões de hectares fertirrigados (2,9 Mha) e irrigados (5,3 Mha).

Com relação a chamada área adicional irrigável, ou seja, área com potencial para receber irrigação sistematizada, de acordo com o levantamento do Atlas e a disponibilidade atual de água, apenas 36% da área agrícola e 15% da área de pastagens poderiam ser convertidas em áreas irrigadas no Brasil.
Ainda segundo o estudo da ANA, o potencial irrigável efetivo é de 16,7 Mha e concentra-se nas regiões Centro-Oeste (45%), Sul (31%) e Sudeste (19%). Dentre os estados, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina apresentam maior potencial de incremento das áreas irrigadas.
Mapas Dinâmicos e Interativos
Além de todo o conteúdo que já citamos, esta edição de 2021 do Atlas Irrigação trouxe também uma novidade, os mapas interativos. Nestes ambientes virtuais é possível realizar consultas especificas por estado e município visualizando as informações em indicadores e gráficos. Este portal permite a busca por camadas irrigadas, enquanto este outro sistema em tema escuro possibilita a procura por tipologias de irrigação.

Por fim vale mencionar que, para produzir todo este conteúdo vasto e gratuito, a ANA contou com auxílio e colaboração de parceiros que são verdadeiras referências do setor agrícola, como: Conab, Embrapa, Agrosatélite, IBGE, UFPR, ESALQ/USP, USGS (Serviço Geológico Americano) e MDR.
Quem quiser realizar uma leitura completa e mais detalhada do levantamento, poderá acessar este arquivo PDF com 66 páginas disponibilizado pelo Atlas Irrigação.
Tipos de Aspersor Para Irrigação de Gramado e Jardim
Os sistemas de rega trabalham basicamente com dois tipos de aspersores para irrigação de gramado e jardim, ambos chamados escamoteáveis (que saem do solo com a pressão da água e após finalizado tempo de rega retornam para debaixo da terra). Esses dois modelos são: o aspersor spray e o aspersor rotor. Conheça cada um deles a seguir, bem como suas diferenças e aplicação mais adequada.
Aspersor Spray
Os aspersores tipo spray são aqueles que aspergem a água de forma uniforme e constante no ângulo determinado pelo usuário (oferecem regulagem até 360º). Possuem rosca de ½” e trabalham dentro de uma faixa de pressão que normalmente varia de 1,0 a 4,5 bar (15 a 70 psi).
Também chamados de “bicos” na linguagem popular, têm compatibilidade com uma série de bocais, os quais determinam o raio (ou distância) que o aspersor vai lançar a água. O alcance varia de marca para marca, mas normalmente fica entre 1 a 7 metros dependendo do bocal.

O conjunto dos bocais, que deve ser adquirido à parte do aspersor, traz um pequeno filtro para reter partículas sólidas a fim de evitar o entupimento que pode prejudicar a distribuição da água e uniformidade da rega.
Dependendo da fabricante, há opções disponíveis em diferentes comprimentos do corpo do aspersor spray, medido em polegadas. Na marca Rain Bird por exemplo, que também comercializamos aqui na Agroclique, existem opções com corpos de 2” (5cm), 4” (7,5cm), 6” (12cm) e 12” (30cm), conforme imagem a seguir.

Aspersor Rotor
O aspersor do tipo rotor possui características diferentes em relação ao spray, especialmente no que diz respeito ao lançamento e distância do jato de água.
Neste emissor, o líquido é lançado em faixas e gira o “Pop Up“, que nada mais é do que aquela extensão no interior do aspersor que sobe com a pressão de água. Assim como no spray, pode ser regulado até 360°, de forma que quando é ajustado para ângulos menores, por exemplo 90°, o emissor gira até o limite do ângulo e depois volta.

O alcance deste tipo de aspersor é maior que o dos sprays, motivo pelo qual é recomendado para recortes de jardim maiores, com formatos retangulares ou quadrados e com pouca interferência no jato de água (árvores, arbustos ou plantas de maior porte). Inclusive esse é o tipo de aspersor utilizado em sistemas de irrigação de campos esportivos de Futebol, Rugby, Polo e Golf, por exemplo.
Apesar da variação entre as marcas, no geral os rotores possuem menor vazão de água (medida em Litros/hora) que os sprays, portanto oferecem um consumo menor/área e rendimento maior em relação a eles. A pressão de operação varia conforme os modelos/marcas, mas varia entre 1,7bar a 6,9 bar, neste último caso para os aspersores rotores de linhas de alto desempenho.
Outra informação importante de ressaltar é que, diferentemente da comercialização do modelo spray, no qual os bocais devem ser adquiridos a parte, os rotores já trazem uma “árvore de bocais” com diferentes numerações que variam conforme altura e distância do jato de água, para que o usuário possa escolher o mais adequado para cada ponto.

Diferentes Tipos de Aspersores Rotores
Dentro de uma mesma fabricante é comum haver vários modelos de aspersores rotores, justamente para atender as diferentes demandas: alguns com médio alcance, outros com cortina de chuva mais longa, modelos mais robustos etc. Para ter uma ilustrar melhor, separamos abaixo os principais rotores comercializados pela Rain Bird e suas aplicações:
- Rotor 3500: O rotor da Série 3500 é um rotor de curto a médio alcance acionado por embreagem com entrada de 1/2″. Indicado para recortes menores de jardim e/ou gramado (saiba mais);
- Rotor 5000 Plus: Indicado para sistemas de irrigação residenciais, comerciais e campos esportivos, com espaçamento entre aspersores podendo chegar a até 15,2 metros. A partir deste modelo a rosca já passa a ser de ¾” (veja descrição completa);
- Rotor 5000 Plus PRS: Mesmas características e aplicações do modelo 5000 Plus, com o diferencial de oferecer um regulador de pressão interno para garantir e promover o desempenho do bocal em locais em que há retorno de água e vazamentos quando utilizado o modelo convencional;
- Rotor Falcon 6504: Consiste no modelo da Rain Bird indicado especificamente para rega de campos desportivos: Futebol, Tênis, Rugby etc., além de grandes espaços verdes. O Falcon foi inclusive autorizado pela F.F.F. (Federação Francesa de Futebol) para instalação em áreas desportivas;
- Rotor 8005: Rotor de alta performance resistente a vandalismo e com longo alcance, podendo atingir jato de água com raio de até 24,7m. Indicado para áreas de gramado abertas, com dimensões maiores e áreas públicas.
Quando Buscar Orçamento Para Irrigação de Jardim?
Uma dúvida constante que surge na cabeça de quem está construindo ou reformando, seja um imóvel residencial ou comercial, é quando buscar um orçamento para instalar o sistema de irrigação do jardim. Com exceção da situação em que o paisagismo já está pronto e consolidado, há um momento mais oportuno para se procurar por empresas que façam o projeto do sistema de rega automático visando economizar com infraestrutura. Confira quando e entenda o porquê na sequência deste artigo.
Quando a Irrigação Deve Entrar na Obra?
Primeiramente é preciso entender quando a irrigação deve entrar na obra. Apesar de possuir uma infraestrutura de hidráulica e elétrica própria e relativamente simples, podendo inclusive passar tubos de PVC e cabos elétricos/eletro duto na mesma valeta, é importante que o projeto do sistema de irrigação já esteja alinhado com o do paisagismo e outras frentes desde, pelo menos, a metade do cronograma da obra.
Isso porquê o projeto muitas vezes prevê pontos de hidráulica específicos para alimentação da irrigação em alguns locais (como por exemplo de jardim vertical) além de outras demandas como a construção de um abrigo exclusivo para acomodação do painel e da bomba, bem como passagens de tubos em pisos e alvenaria.
Tudo isso, visto e organizado com antecedência, além de facilitar e contribuir para o seguimento do calendário da obra, evita que, no momento da instalação da infra da irrigação haja quebra-quebra e que os acabamentos tenham que ser refeitos, o que eleva custos com materiais e mão de obra, além poupar os proprietários de muito transtorno.

O Projeto e a Negociação Demandam Tempo
Considerando o “time” ideal de entrada de fato da montagem da irrigação numa construção, conforme explicado no tópico anterior, podemos concluir que o momento certo para se procurar por um orçamento é na primeira parte da obra, de forma que esta questão já esteja resolvida quando o cronograma da execução estiver 50% concluído. O ideal, inclusive, é que a irrigação seja orçada em paralelo com o paisagismo, caso a empresa fornecedora do jardim não ofereça uma solução completa. Isso porque o projeto de paisagismo pode mudar de acordo com os pontos onde haverá ou não irrigação.
O que ocorre na prática é que, muitas vezes, o projeto/orçamento da irrigação tem seu valor subestimado, de forma que, na negociação, em alguns casos o cliente retira a irrigação de alguns pontos do jardim para reduzir o valor final. Isso acaba influenciando diretamente no projeto do paisagismo, uma vez que nesses recortes onde não haverá irrigação o paisagista se vê obrigado a colocar espécies de plantas com menor demanda hídrica para manter o jardim saudável e com vigor mesmo sem rega sistematizada e constante nesses locais.
Deve-se considerar, numa média, o prazo de 15 a 30 dias após a realização da visita técnica para a primeira entrega do projeto/orçamento de um sistema de irrigação. Ademais esse prazo, acrescenta-se mais o período de negociações e revisões, que pode demorar semanas e até meses dependendo do rumo que a conversa tomar.
Conclusão
Portanto, a conclusão deste artigo é para que a procura por um orçamento para instalação do sistema de irrigação de jardim residencial ou comercial NÃO seja deixada para última hora, somente após a implantação do paisagismo, já no estágio final de uma construção. Isso reduz a possibilidade de revisões do projeto e negociação, deixando o cliente nas mãos de uma ou no máximo duas empresas que se propuseram a fazer a visita e a proposta comercial, o que normalmente aumenta ainda mais o custo, especialmente no fim da obra, quando orçamento normalmente já foi extrapolado.
O ideal é que isso seja realizado já nos primeiros meses, no máximo até a metade de cronograma, de forma que o cliente pode buscar por pelo menos três orçamentos e revisar as propostas quantas vezes forem necessárias até fechar o contrato, sempre mantendo o projeto da irrigação em coerência com o restante das outras frentes e principalmente a do paisagismo.
Para saber mais sobre o que envolve um projeto de dimensionamento de sistema de irrigação, recomendamos a leitura deste artigo.
Aprovada MP Para Desconto na Tarifa de Energia de Irrigação
No último dia 4 de fevereiro foi aprovado no Senado uma MP – Medida Provisória – para desconto na tarifa de energia de irrigação.
Conhecida como MP do Setor Elétrico, a Medida Provisória (MP) 998/2020 propõe direcionar recursos ao programa Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que além dos descontos na conta de luz usada para alimentar sistemas de irrigação também custeia outras políticas públicas e fundos de subsídio, a exemplo do “Luz para Todos”.
Conforme matéria fonte publicada na Agência Brasil, a MP do Setor Elétrico arrecada valores para a Reserva Global de Reversão (RGR) juntamente com a CDE, a fim de evitar o aumento nas taxas das distribuidoras recém-privatizadas da Eletrobras das regiões norte e nordeste, que envolve as seguintes companhias:
- Amazonas Distribuidora de Energia S.A.;
- Boa Vista Energia S.A;
- Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA);
- Companhia Energética de Alagoas (Ceal);
- Companhia Energética do Piauí (Cepisa);
- Centrais Elétricas de Rondônia S.A (Ceron);
- Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre).
Aprovada inicialmente na Câmara dos Deputados, no mês de dezembro de 2021, a MP passou por diversas revisões e alterações antes de seguir em frente ao crivo do Senado. Uma das principais mudanças foi que, agora, além da contratação de energia pelas distribuidoras, será possível também negociar a potência parte, justamente para atendimento da demanda nos horários com registro de maior consumo.
Outro importante benefício para o consumidor, incluso no texto da MP ainda na fase de tramitação na Câmara, foi a opção de devolver a energia contratada pelas distribuidoras, porém não consumida. Também foram acrescidos mecanismos para estimular a competição nos leilões de geração de energia elétrica bem como inclusos mais setores como beneficiados por investimentos em eficiência energética, o que inicialmente estava reduzido apenas ao da indústria.
É lógico que, em contrapartida a essa manutenção dos valores nas taxas de energia por parte das distribuidoras para despesas com eletricidade de irrigação e outros programas, haveria um custo para o governo, conforme explicou o relator da MP no Senado Marcos Rogério:
As privatizações das distribuidoras da Eletrobras envolveram o reconhecimento de alguns custos por parte da Aneel e do Ministério de Minas e Energia e a postergação do pagamento de outros pelos consumidores.
Sem essas medidas, os consumidores dessas empresas seriam punidos pela demora do Estado em dar uma solução definitiva para as concessões das quais as distribuidoras da Eletrobras eram titulares
Praticamente não houve mudanças do projeto aprovado pela Câmara neste trâmite do Senado, apenas a remoção de emendas e destaques. Isso se deu especialmente pelos prazos, uma vez que a MP do Setor Elétrico perderia a validade no próximo dia 9 de fevereiro, não haveria tempo hábil para que possíveis revisões voltassem para tramitação na Câmara dos Deputados.
Para produtores rurais que utilizam irrigação em suas lavouras, os gastos com eletricidade são decorrentes da utilização da demanda da bomba e e painel de comando e proteção, necessários e presentes em grande parte dos sistemas, independente de se tratar utilizar partida automática ou manual.
Fonte: Agência Brasil
Manutenção de Sistema de Irrigação: Corretiva x Preventiva
Assim como um veículo, um sistema de irrigação exige, periodicamente, manutenção para continuar com seu funcionamento ideal.
Mas não é bem isso que ocorre na prática. Em vez de trabalhar com manutenções preventivas a fim de evitar problemas mais graves, o que acontece em muitos casos é que os proprietários deixam chegar a situações mais críticas que levam ao não funcionamento da irrigação, sendo obrigados a partir para a chamada manutenção corretiva, que além de mais complexa, normalmente fica muito mais custosa.
Neste artigo trataremos justamente da importância da manutenção para sistemas de irrigação e também da relação entre manutenção corretiva e preventiva.
Manutenção Corretiva

A manutenção corretiva trata-se de um trabalho mais severo na irrigação e tem por característica ocorrer em sistemas que, por motivos de força maior, pararam de funcionar, seja por problemas hidráulicos ou elétricos. É comum nessas situações o proprietário ou responsável buscar pela manutenção por uma das seguintes situações a seguir:
- bombeamento não dá pressão necessário ou está “pegando ar”;
- bomba em não funcionamento correto por questões elétricas ou por falta de manutenção em suas peças e partes;
- painel de comando ou chave de partida não aciona o sistema devido a pane elétrica;
- controlador parou de funcionar ou desconfigurou por algum motivo;
Normalmente nesses sistemas, quando resolvida a questão do acionamento, após ligados, apresentam outros problemas secundários, mas que também fazem parte de uma manutenção corretiva, como os listados na sequência:
- setores acionam ao mesmo tempo quando deveria ser ativado apenas um de cada vez (provável problema nos solenoides das válvulas elétricas);
- setor continua vazando água mesmo com o sistema desligado (indicativo de sujeira nas válvulas solenoides, especialmente no diafragma, impedindo o total fechamento e gerando os respectivos vazamentos);
- trechos da adutora rompidos, causando grande desperdício e queda da pressão nos emissores;
- reposicionamento e/ou acréscimo de aspersores de forma a obter melhor uniformidade e cobertura da lâmina d’água.
Do ponto de vista comercial, nesses casos de manutenção corretiva sempre é realizada uma visita por um técnico ou especialista da empresa para realizar testes no sistema, enumerar os serviços a serem realizados e posteriormente passar o orçamento para execução da obra. O valor varia muito de acordo com o tamanho do sistema e também com os problemas encontrados. Vale esclarecer que algumas empresas cobram uma taxa inclusive para realizar a visita técnica, mas não é o que acontece de praxe.
Manutenção Preventiva

Como o próprio no diz, trata-se daquela manutenção que tem por objetivo manter o sistema impecável e prevenir panes como as citadas no tópico anterior, problemas mais críticos e consequentemente gastos maiores, além evitar que o jardim fique sem irrigação por algum período de tempo.
Outra função importante é corrigir pequenos acidentes causados pelos jardineiros durante a manutenção das plantas, frutíferas e canteiros, que são absolutamente naturais, como corte de mangueiras, danos nos bicos, na tubulação etc.
Também chamada manutenção programada, normalmente é oferecida ao cliente pelas empresas de irrigação que fazem a montagem de um sistema novo, logo após a entrega da obra. Nos casos de sistemas “abandonados” pela equipe que realizou a instalação, o que acontece mais comumente é que os proprietários deixam a irrigação sem manutenção até se verem obrigados a executar a corretiva. Então outra empresa, que faz o serviço, logo após finalizá-lo, apresenta a proposta de manutenção preventiva para “assumir” aquele sistema dali para frente.
Normalmente uma manutenção preventiva envolve os seguintes serviços:
- Abertura e limpeza de aspersores mal posicionados;
- Regulagem e limpeza de todos os bocais dos aspersores que estiverem sujos e/ou entupidos;
- Troca dos aspersores quebrados (veja como fazer aqui);
- Substituição dos bocais de aspersores quebrados;
- Limpeza do filtro no recalque da motobomba;
- Limpeza interna e externa de todas as válvulas e caixas de válvulas;
- Verificação de todos os cabos de comando elétrico das válvulas solenoides e religação dos pontos oxidados, danificados ou expostos;
- Reposicionamento dos tubos gotejadores e inspeção para verificar se não há trechos entupidos, além de reparos onde for necessário;
- Reprogramação do controlador para adequação dos turnos e tempos de rega de acordo com a necessidade hídrica das plantas de cada setor, sempre em função dos horários de preferência do cliente.
O valor das manutenções programadas está diretamente ligado a frequência das visitas (mensal, bimestral, trimestral, semestral etc.), e esta, diretamente proporcional ao tamanho do sistema de irrigação. Quanto maior o sistema, mais frequentes devem ser as visitas.
Noções de Irrigação de Pasto (Pastagem) Para Gado
Uma das dúvidas mais frequentes de nossos visitantes e leitores trata sobre a irrigação de pasto ou pastagem para agropecuária, especialmente para confinamento de gado de corte. Tendo em vista tal demanda, publicamos este artigo para esclarecer mais detalhes, com orientações para ajudar você leitor a ter noções básicas e chegar a uma conclusão concreta sobre o assunto. Confira tudo nos itens a seguir.
1) Noção Geral de Custos Para Seguir ou Não com a Ideia
Antes mesmo de procurar buscar informações mais a fundo sobre como seria a montagem de um sistema de irrigação para pastagem, o produtor deve ter uma noção básica e estimada do investimento para saber se isso se encaixa ou não em seu orçamento.
Em 90% dos nossos atendimentos essa é a primeira dúvida dos clientes. Então aqui vai uma ideia generalizada de valores, lembrando que para saber o custo exato de cada área é necessário seguir para a orientação número 3:
A implantação de irrigação para pasto deve custar, em média, algo em torno de R$ 7 a R$ 20 mil por hectare. A variação tão grande de preços se dá justamente pelas diferenças e peculiaridades do solo/terreno, além do sistema em si. Apenas para exemplificar, num sistema 100% automatizado por exemplo, o custo de montagem é superior a um de partida manual, porém as despesas e o tempo de operação são maiores na segunda opção.

2) Como a Irrigação Pode Elevar o Lucro?
Nenhum pecuarista investe em irrigação simplesmente para deixar o pasto verde e vistoso. Tudo é movido a base do lucro. Por isso é fundamental entender como a irrigação pode elevar a produtividade e consequentemente o faturamento nas áreas de pastagens.
Segundo estudos e pesquisas realizados nas últimas duas décadas, a irrigação da pastagem pode reduzir custos de produção e tempo de trabalho para alimentar o rebanho, comparada a outras alternativas de suplementação entre as estações do outono e inverno, tais como a silagem e o feno, entre outras. Isso ocorre pela utilização de menor área, uso de água de baixa qualidade e possibilidade de prolongar o período de pastejo durante a estação seca.
Na prática, a melhoria que a irrigação traz para a bovinocultura, seja ela de corte ou de leite, se dá à medida que possibilita o aumento da lotação para quantidades acima de 10 UA (unidades animais) por hectare. Além disso, ainda dá conta de suprir a necessidade de água pelas culturas forrageiras nos períodos de estiagem e também nos de temperaturas mais elevadas, possibilitando a manutenção dos animais no pasto durante todo o ano.

3) Providencie um Projeto para o Sistema de Irrigação
Notamos muitas vezes que os pecuaristas não têm uma noção exata do quanto é importante um estudo para avaliar custo real de implantação de um sistema de irrigação levando em consideração todas as características da propriedade ou da área de pastagem. É justamente neste momento que o projeto de dimensionamento do sistema de irrigação, que entre outras questões faz um levantamento planialtimétrico, se faz mais que necessário.
- Qual o tamanho da área que será irrigada?
- Qual a cota (desnível) do solo?
- Há poço, represa, lago, rio ou outra fonte de água no local?
- Possui alimentação de energia elétrica?
- Qual será a vazão total do sistema de irrigação?
Estas serão apenas algumas das perguntas respondidas pelo projeto, juntamente é lógico com a planta do sistema e também o dimensionamento e levantamento dos materiais/mão-de-obra, que irão gerar o orçamento de implantação.
É este documento também que irá apontar dificuldades e situações que podem por ventura inviabilizar o projeto logo de cara. Um bom exemplo aqui é a disponibilidade de energia elétrica de qualidade, uma vez que a infraestrutura da rede elétrica na área rural ainda é muito deficitária na maior parte do território nacional.
4) Qual o Sistema de Irrigação Mais Adequado Para Pasto?
O tipo de sistema mais indicado para irrigação de áreas de pastagem é o de aspersão para áreas menores e mais irregulares, enquanto para áreas com dimensões a partir de 30 – 40 hectares o pivô central passa a ser a opção mais interessante.
No segundo caso, o do pivô central, a característica marcante é a movimentação circular do sistema, com aspersores laterais suspensos por suportes e rodas que movimentam o braço do equipamento ao longo do raio de ação do pivô.

Já a chamada aspersão por malha, a qual conta com emissores que fazem a chamada “cortina de chuva”, pode ser montada de diferentes formas, sendo fixa ou móvel, conforme os grupos descritos abaixo:
- Aspersão fixa automatizada ou semi automatizada/manual: indicada para áreas menores, áreas com topografia irregular e desfavoráveis à implantação do pivô. Conta com linhas laterais enterradas, podendo ser acionada manualmente ou de forma automatizada. Na primeira opção o custo de implantação é maior, enquanto a operacionalização fica mais em conta, pelo fato do sistema ser iniciado automaticamente. Já na segunda, o operador deverá dar o “start” da irrigação, além de abrir/fechar manualmente as válvulas ou registros que comanda cada setor, motivo pelo qual o investimento de implantação é menor ao passo que os gastos fixos de operação são bem maiores.
- Aspersão móvel: pode ser do tipo de sistema que trabalha com tubulações de engate rápido que ficam sobre o solo. Com uma frequência pré-determinada, é desmontado e remontado para atingir outras áreas da mesma propriedade. Ou ainda com os canhões que que vão sendo movimentados por meio do carretel enrolador (imagem).
5) Alternativa de Irrigação Para Pasto
Uma sugestão de alternativa de irrigação para pasto com ótima relação custo x benefício, pelo menos para um bom teste inicial, é o Kit De Irrigação Para Pastagem – 1 Hectare da Naan Dan Jain. Entre suas principais vantagens, podemos citar:
- Qualidade dos aspersores da marca holandesa, garantindo excelente uniformidade de distribuição da água;
- Montagem simples e rápida (sem necessidade de abertura de valetas);
- Operação integrada com sistema de pastejo rotacionado
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Caso tenha dúvidas ou tenha interesse num projeto, entre em contato pelo whatsapp no número (11) 94226-2539 ou ainda pelo e-mail contato@agroclique.com.br.
Fontes: Rehagro, Canal Rural e Irrigat